Carta a uma mãe distante

Mãe! Esperei o dia em que dissesse: Não vá! e com um abraço bem apertado me impedisse de partir... para a solidão, queria crescer ao seu lado, mas a vida me fez mulher longe dos seus olhos. Como senti sua falta, espero que tenha sido os piores dias de minha vida, porque meu coração talvez já não agüente mais, achei que a tempestade não fosse mais passar. hoje depois de tanto esperar,  a tempestade se tornou uma garoa, e assim vai ficar o resto de minha existência, enquanto aqui houver um coração batendo. Mãe a vida durante essa tempestade me ensinou algo que jamais esquecerei: “ Existem coisas que não se deve tentar entender, só aceitar “. Quase não suportei o frio, a velocidade, a veracidade desta tempestade. Queria ver nos teus olhos, ao menos ainda que meus ouvidos não ouvissem, porque meu coração saberia.

Meu coração espera calado, tímido, ansioso, porém cauteloso. mas muito e sempre esperançoso. Mãe! tudo que tentei e ainda tento, sou persistente. Haverá um dia, que nem a persistência e a mais profunda vontade do meu coração, não mais farão diferença alguma. Mamãe! Só um abraço, sem palavras, seria o bastante, tenho vagas lembranças, porque elas não valem tanto a pena assim. Nem meu coração, nem meus ouvidos, eu só precisava ver nos teus olhos mãe...
Só meu coração sabe quanta falta você me faz, muita falta, imensa falta “ Os olhos e os ouvidos são os únicos caminhos do coração “ tão sábio e sofredor quem o escreveu, mas não é sábio, porque sofreu sem porque aprender.
Saudades, as vezes! do que nunca foi, mas poderia ter sido, saudades dos muitos abraços, dos conselhos, do colo pra chorar, das alegrias! Ah garoa maldita! você não precisava existir.
Sabe, Você nunca vai ler isto mãe! e talvez não entenda, porque há palavras que transformam, e outras para quem as lêem são só palavras.
Eu aceito, porém meu coração jamais entenderá. Eu te Amo...

Andreia Cezar

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